Melhor dar a palavra a quem veio de fora atraído pelo Brasil de Amado. Horas após seu falecimento, alguém que se identificou como "um italiano em São Paulo", enviou a um jornal paulista a carta que ora reproduzo:
"Hoje estou triste. A parte brasileira de minha alma está em pena, pois morreu `Ele', o escritor que, muito antes de eu vir para cá, me contou do `Brasile': da sua beleza, da sua tristeza, da sua mestiçagem, dos seus orixás, de Oxum e de Ylê Aiyê, de ladeiras e de putas, de carne e de mistérios divinos, de jangadas e de saveiros.
Os livros que eu lia, cheiravam a acarajé, que eu nunca havia visto.
Devo muito a ele, que, para mim, é uma maravilhosa síntese de terreiros, de mulatas, de batuques, de vatapá, de senzalas, de mar e de amor. Sem ele não me haveria apaixonado tanto pelo Brasil, por JoãoMariaCaetanoGilbertoGal, não teria estudado português, não estaria morando neste país, entusiasmando-me com as coisas boas, zangando-me com as ruins."
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Não tem como enganar: Jorge Amado, é Jorge Amado, hehe.
ResponderExcluirE seus livros estão em um monte de países ne... Ele traz ideias legais e instigantes.
Agora, cheirar acarajé... Esse gringo aí tinha mesmo muita inspiração.